Desembarque Anfibio em Portugal

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Nuno

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Desembarque Anfibio em Portugal
« em: Abril 12, 2004, 06:14:37 pm »
Já aqui se falou de um hipotetico ataque ás ilhas Desertas.
Gostava de por esta questão :

Se houvesse um Desembarque Anfibio em Portugal , qual seria o melhor local ? (sei que se costumam realizar muitos exercicios de desembarque em Pinheiro da Cruz)

 Que outros locais seriam os escolhidos pelos invasores e qual seria a resposta de Portugal com os meios que possuem actualmente as Forças Armadas ( 12 Abril 2004) ?

Nuno
 

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JNSA

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« Responder #1 em: Abril 29, 2004, 04:08:45 pm »
Em termos geo-estratégicos os únicos dois países que poderiam querer invadir Portugal seriam Espanha e Marrocos, mas essa hipótese é tão remota, que nem vale a pena contemplá-la seriamente...

De qualquer modo, a probabilidade de um assalto anfíbio é quase nula. O único sítio onde certamente seriam feitos seria nas ilhas (e mesmo assim Marrocos não tem meios para o fazer). Quanto à Espanha, invadiria por terra...  :lol:  :lol:
 

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papatango

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« Responder #2 em: Abril 29, 2004, 07:12:31 pm »
Eu se fosse marroquino, obedecendo aos designios de Alá o misericordioso e o sábio, Senhor de todas as coisas, e obedecendo ainda ás ordens do emir de Rabat, Pai dos crentes e interpretador do sagrado livro do Corão, trataria de invadir o Algarve.

Em primeito lugar tomava o aeroporto de Faro.
Impedia os turistas de fugir para o aeroporto.
Em desespero para fugir á guerra, os turistas e os algarvios, metiam-se nos carros e desatavam a ocupar a autoestrada do algarve nas suas quatro vias.

Como resultado, qualquer movimento português ficaría completamente impossibilitado.
Ao mesmo tempo, tomando conta do aeroporto de Faro, e colocando ali meios anti-aéreos, podem-se utilizar aviões Mirage contra os F-15 Portugueses que viriam ao seu alcance.

Portugal tentaria atacar o aeroporto para o inutilizar, tentando colocar no ar F-16 e deitando umas bombinhas com Alphajet’s.

Com o seu LST, os marroquinos teriam colocado uns 30 T-72 no algarve.
Depois disso a coisa ficaria preta para eles, porque uma fragata MEKO colocaria o navio em perigo. A partir de aí, Marrocos tería que utilizar a sua frota de C-130 (têm uns vinte) para abastecer as tropas.

O meu objectivo principal no entanto seria sempre tentar destruir o Alfeite e se possível destruir as pontes de Vila Franca, Santarem, Chamusca e Abrantes, para impedir a reação da BMI.

A BAI, ou o que resta dela, pouco poderia fazer contra 30 tanques T-72

Maluqueira de cenário ... :D
 

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Ricardo Nunes

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« Responder #3 em: Abril 29, 2004, 07:23:28 pm »
Citar
Ao mesmo tempo, tomando conta do aeroporto de Faro, e colocando ali meios anti-aéreos, podem-se utilizar aviões Mirage contra os F-15 Portugueses que viriam ao seu alcance.


Era bom era.  :lol:  8)
Ricardo Nunes
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papatango

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« Responder #4 em: Abril 29, 2004, 10:30:51 pm »
Agora fui eu que fiquei sob a influência do:
 :Amigos:

cumprimentos
 

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Ricardo Nunes

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« Responder #5 em: Abril 29, 2004, 10:42:56 pm »
Citação de: "papatango"
Agora fui eu que fiquei sob a influência do:
 :wink:  :lol:
Ricardo Nunes
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Rui Elias

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« Responder #6 em: Abril 30, 2004, 01:06:14 pm »
O JNSA parece ter razão.

Se os espanhois nos quisessem anexar, teriam toda a facilidade em fazê-lo por terra, e com uns bombardeamentos prévios, neutralizar as bases aéreas onde temos alguma aviação.

O problema que eu coloco é sobre se temos capacidade para efectuar um desenmbarque anfíbio em qualquer ponto com os pouquíssimos  e reduzidos meios que temos.

Exemplo:

Se houvesse um movimentos separatista na Madeira, teríamos capacidade militar para ir lá e repor a ordem?

Uma pergunta que fica no ar.

Outra:

Se hovese necessidadee de proceder à evaquação de nacionais de Luanda de repente, que meios teríamos?

Portanto em em relação à pergunta do Nuno, creio que se um país nos quisesse invadir, o que poderíamos fazer seria rezar a Nossa senhora e pouco mais.

Quanto à observação do PapaTango:

Se temos 6 C-130, foi necessário que o islâmico Marrocos nos cedesse um dos deles para que se combatessem os incêndios em Portugal no Verão passado.

O mesmo para os Pumas alemães, da "velha Europa" no dizer de Rumfeld.

Porque é que o nosso governo não pediu ajuda aos EUA, já que agora somos tão amiguinhos?

Uma vergonha, não acha?
 

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Spectral

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« Responder #7 em: Abril 30, 2004, 01:20:21 pm »
Só uma correcção ao Papatango:

A BAI ( se puder funcionar como unidade) certamente que pode parar um ataque de 30 T-72. Os MILAN e MILAN2 são perfeitamente capazes de perfurar a blindagem deles, até de um ângulo frontal, e os Carl Gustav também teriam alguma hipótese ( mas aí dependeria do tipo de munições).

Além de que o nº de lançadores de MILAN na BAI já é razoável ( à volta de 30-35 acho eu) .

cumptos
I hope that you accept Nature as It is - absurd.

R.P. Feynman
 

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Rui Elias

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« Responder #8 em: Abril 30, 2004, 01:52:04 pm »
SPECTRAL

Eu acho que se um país como a Espanha nos quisesse invadir, a nossa única hipótese de resistir seria recorrer ao sistema de guerrilha, já que de um ponto de vista convencional não teríamos qualquer hipótese.

De qualquer modo e apesar dessa ameaça não se colocar, Portugal nem sequer tem poder suficientemente dissuasor para evitar esse cenário.
 

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Ricardo Nunes

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« Responder #9 em: Abril 30, 2004, 03:04:34 pm »
Rui a Espanha não tem T-72.

O Spectral estava a referir-se ao exército marroquino e os seus T-72 de fabrico russo.
Ricardo Nunes
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Rui Elias

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« Responder #10 em: Abril 30, 2004, 03:19:52 pm »
Ricardo

De facto houve lapso da minha parte.

Mas isso quer dizer que os tanques espanhois ainda são melhores?

Que Allah nos acuda!

P.S.

Ricardo: Estive a ver a página do Exército, e o material que vem lá é pouco, nós temos mais meios, mas parece-me que eles não mostram tudo.

Pelo menos a avaliar pelo que se viu na parada do 25 de Abril.

Será que no fundo Portugal é uma verdadeira potência, disfarçada? 8)
 

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JNSA

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« Responder #11 em: Abril 30, 2004, 04:26:02 pm »
Citar
Mas isso quer dizer que os tanques espanhois ainda são melhores?

O exército espanhol opera actualmente Leopard 2, que são consideravelmente melhores do que os T-72...

Mas o problema não é simplesmente esse...

Os Milan sozinhos não chegam para dar conta de uma força blindada por três razões muito simples:
- não os temos em quantidade suficiente
- não são da versão mais recente
- os nossos soldados raramente podem disparar um, logo o seu treino é no mínimo insuficiente...

Mas mesmo que reunissemos estas condições continuavam a faltar:
- meios de deslocação para colocar as forças em posição de emboscada (quer hélis, quer blindados ligeiros)
- meios de informação para saber a posição do inimigo
- meios de contra-mobilidade (engenharia) para guiar as forças mecanizadas para campos de fogo previamente preparados (os chamados "killing alleys")
- meios aéreos para garantir, pelo menos, a paridade, sob pena de ser destruído pelas forças de CAS mesmo antes de entrar em combate com os CC's...

Cada vez mais as forças armadas modernas vivem da combinação de muitos meios e capacidades para chegar a um resultado final. Assim como os blindados espanhóis, se não tivessem uma força de logística adequada, de nada serviriam... A guerra não se ganha só na linha da frente...

Citar
Estive a ver a página do Exército, e o material que vem lá é pouco, nós temos mais meios, mas parece-me que eles não mostram tudo.

Pelo menos a avaliar pelo que se viu na parada do 25 de Abril.

Será que no fundo Portugal é umaverdadeira potência, disfarçada?


As páginas das nossas FA são pobrezinhas....  :(
 

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dremanu

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« Responder #12 em: Abril 30, 2004, 05:47:39 pm »
Não acho que seria assim tão fácil aos Espanhoís nos conseguirem atacar, mesmo tendo nós recursos inferiores, e por uma simples razão, o fator surpresa.

No mundo d'hoje é muito difícil a um país poder atacar um outro país sem primeiro passar por um periodo de escalonamento de tensão entre as duas nações.

Sendo assim haveria tempo suficiente para os Portuguêses se prepararem para uma invasão, e até fazer um ataque surpresa às posições Espanholas, ou fazer uma infiltração em Espanha para que uma vez que se dê ínicio às hostilidades, atuarem por detrás das linhas inimigas.

E antes dos Espanhoís nos atacarem teriamos que sabotar todas as estradas que dão acesso ao país, destruir todos os sinais de estrada que indicam os nomes das povoações, porque assim ficaria mais difícil de se poderem orientar. Armar toda a população com meios anti-tanques.

Espalhar "snipers" por todo o país, especialmente em áreas por onde tropas teriam que passar. Meter artillharia em todos os pontos altos do país de onde se poderia bombardear as tropas de invasão.

Camuflar todos os meios anti-aéreos em casas, quintas, bosques, canaviaís, etc, onde se pudesse defender as investidas aéreas.

Minar todas as praias Portuguêsas que fossem propícias a um desembarque naval, e ao mesmo tempo posicionar tropas nessas praias para fazerem emboscadas às tropas que desembarcaram.

Espalhar espiões ou infiltradores disfarçados de traidores Portuguêses para que se pudessem apróximar das tropas espanholas, e contaminar-los com doenças viraís. Ou se possível envenenar a comida ou a água que bebem. E sabotar todo o esforço possível de avanço.

Minar e rebentar todas as pontes e barragens espalhadas pelo país.

Etc, etc, etc....

Numa guerra convencional, ao estilo 2a guerra mundial, perdiamos com certeza, mas ao utilizarmos um mix de guerrilha com guerra convencional, não creio que os Espanhoís nos ganhavam tão facilmente.
"Esta é a ditosa pátria minha amada."
 

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JNSA

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« Responder #13 em: Abril 30, 2004, 06:11:26 pm »
Concordo, dremanu, não seria fácil aos espanhóis apanharem-nos de surpresa, mas:

Citar
E antes dos Espanhoís nos atacarem teriamos que sabotar todas as estradas que dão acesso ao país, destruir todos os sinais de estrada que indicam os nomes das povoações, porque assim ficaria mais difícil de se poderem orientar.

Não é preciso fazer isso, as estradas já estão suficientemente desfeitas  :wink:

Citar
Armar toda a população com meios anti-tanques.

Quais, os milhares de Milan, ou os milhões de LAW que temos?? Só se tirássemos de armazem os CSR 106mm e ensinássemos a malta da Cova da Moura e afins a fazer cocktails molotov... :oops:  Não sei porquê mas não me parece suficiente...

Citar
Meter artillharia em todos os pontos altos do país de onde se poderia bombardear as tropas de invasão.

Dremanu, um obus de 155mm tem um alcance máximo de 40km... tem alguma ideia de quantas peças seriam necessárias para defender todos os locais de uma possível invasão? E já agora, sem meios de direcção de fogo, nem hélis ou veículos para forward observation, como é que eles encontravam os alvos? E já agora, os pontos altos não são um bom alvo para os Mirage e Hornet espanhóis?

Citar
Camuflar todos os meios anti-aéreos em casas, quintas, bosques, canaviaís, etc, onde se pudesse defender as investidas aéreas.

Isto não era difícil... Se exceptuarmos umas velhinhas peças de 20mm, não à nada para camuflar (ou que valha a pena camuflar  :oops:

Citar
Minar todas as praias Portuguêsas que fossem propícias a um desembarque naval, e ao mesmo tempo posicionar tropas nessas praias para fazerem emboscadas às tropas que desembarcaram.

Portugal não usa minas anti-pessoal, e provavelmente quase não deve ter mísseis anti-carro e anti-navio... Para além disso, como é que depois se fazia a desminagem para retomar a pesca e o comércio marítimo?

Citar
Espalhar espiões ou infiltradores disfarçados de traidores Portuguêses para que se pudessem apróximar das tropas espanholas, e contaminar-los com doenças viraís. Ou se possível envenenar a comida ou a água que bebem. E sabotar todo o esforço possível de avanço.

O SIEDM está na fossa... quanto à segunda parte, como é que alguém admite isto em relação aos espanhóis e depois critica o que os palestinianos fazem aos israelitas?  :lol:

Peço desculpa pela ironia dremanu, mas às vezes convém ver um pouco as nossas capacidades... Mas concordo consigo quanto às possibilidades de fazermos uma guerra de guerrilha -seria sem dúvida a melhor opção.

Mas este cenário é do mais inverosímil que há...

Abraços
JNSA
 

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Ricardo Nunes

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« Responder #14 em: Abril 30, 2004, 06:30:53 pm »
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O exército tem actualmente menos de 10 snipers formados  Não sei porquê mas não me parece suficiente...


João, essa informação não é correcta. De momento o pelotão de atiradores especiais dos "Rangers" já conta com 14 membros.  8)
Ricardo Nunes
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