
|
|
Moderadores: Moderadores, Administradores

bodyguard-madeira Escreveu:Hoje telejornal da SIC reportagem especial sobre a UEP e as suas sub-unidades.
Comandante sniper do BES fala pela primeira vez
Homem que deu ordem durante assalto com reféns deu entrevista à TVI.
Por: Redacção | 12-03-2009 15: 19
Os atiradores do Grupo de Operações Especiais da PSP são uma força de elite treinada para nunca falhar o alvo. Uma equipa da TVI acompanhou um exercício da Unidade Especial de Polícia e entrevistou um dos snipers que esteve no assalto ao BES. Na altura, e pela primeira vez em Portugal, um criminoso foi morto por um atirador especial da polícia.
No dia 7 de Agosto de 2008,pela primeira vez em Portugal, um sniper eliminou um criminoso na sequência de uma operação táctico-policial. Em sete meses nenhum operacional ligado a esta ocorrência falou à comunicação social, até agora. A decisão foi inédita, polémica mas, segundo o líder dos atiradores, que não se identifica, em nada alterou o comportamento do homem que premiu o gatilho.
«Eu acho que o atirador ficava com maior peso na consciência se por acaso algum dos reféns tivesse sido abatido por um dos criminosos», afirma o comandante dos atiradores especiais da PSP, acrescentando que «o atirador não teve acompanhamento psicológico» depois de ter disparado a matar no assalto ao BES.
Não é fácil fazer parte desta elite das forças de segurança. Um sniper da Unidade Especial de Polícia é um homem equilibrado, calmo, ponderado que respeite a lei e as ordens do seu comandante. «A ordem é perfeitamente legítima e o atirador não tem outro remédio senão disparar», acrescenta o comandante.
Estes homens são treinados para nunca falharem o alvo, mesmo que o alvo esteja a poucos metros de outra pessoa. Em termos operacionais, os snipers trabalham em binómios. Para o mesmo alvo há sempre dois homens armados e outros dois a dar informações que ajudam o atirador quando faz o disparo.


30 Março 2009 - 00h30
Preparados para o pior
Unidade Especial da PSP resgata reféns
A Unidade Especial de Polícia (UEP) da PSP acredita que a primeira abordagem tem de ser sempre pacífica. Por isso, são os negociadores quem, de início, dá a cara. Naquele final de manhã, o desafio era retirar sã e salva mais de uma dezena de reféns de um autocarro. Só que, para o conseguir, primeiro era preciso prender dois sequestradores, que exigiam a libertação de ‘amigos’. Caso a mesma não acontecesse, começariam a matar pessoas.
O CM acompanhou o primeiro exercício conjunto das cinco subunidades da UEP, que conta actualmente com 1290 efectivos. "A lei orgânica da PSP contemplou a nossa criação, para uma actuação multidisciplinar", disse ao CM a comissária Paula Monteiro, responsável pela área de operações da UEP.
O primeiro a entrar em acção foi o subcomissário Luís Moisés. Coordenador da equipa de negociadores do Grupo de Operações Especiais (GOE), entrega um telemóvel aos sequestradores, para que a conversa se inicie. "Procuramos saber as condições exigidas para a libertação dos reféns", refere .
A conversa revela-se, no entanto, infrutífera. Está aberto o caminho para que o Corpo de Intervenção (CI) se mostre. Em redor do autocarro, é montado um anel de segurança, assegurado por operacionais armados. O objectivo é simples: distrair os sequestradores.
Duas explosões são a senha de avanço para a equipa de assalto do GOE, junto ao veículo pesado. Com o fumo, os sequestradores são dominados e os reféns libertados para, depois, serem transportados pelo Corpo de Segurança Pessoal.
Os ‘actores’ seguintes são os polícias caninos. Dois binómios do Grupo Operacional Cinotécnico vistoriam o autocarro e dão sinal. Há explosivos numa mochila.
O CI não arreda pé, e mantém a segurança para que o trabalho do agente do Centro de Inactivação de Engenhos Explosivos e Segurança em Subsolo prossiga. O exercício fecha com a detonação da mochila suspeita. E uma certeza: "Actuamos em todo o país. O que simulámos é resultado do treino que vinca a nossa operacionalidade", concluiu a comissária Paula Monteiro.
PORMENORES
LEI ORGÂNICA CRIOU
Em 2007, a aprovação da nova lei orgânica da PSP deu luz verde à criação da Unidade Especial de Polícia (UEP).
QUINTA DAS ÁGUAS LIVRES
A Unidade, que aglutinou cinco subunidades que, até aí, operavam autonomizadas, foi instalada na Quinta das Águas Livres, em Belas, no concelho de Sintra.
INCIDENTE TÁCTICO
Raptos, sequestros, assaltos. Para a UEP são incidentes táctico-policiais que têm de ser resolvidos.
1290 HOMENS RAPARTIDOS EM CINCO SUBUNIDADES OPERACIONAIS
SEGURANÇA PESSOAL
Duzentos e noventa operacionais integram o Corpo de Segurança Pessoal. Dão segurança a políticos, individualidades e pessoas em perigo.
GOE
É na resolução de incidentes táctico-policiais que os cem homens do Grupo de Operações Especiais melhor se movimentam. Estão treinados no antiterrorismo.
BOMBAS
O Centro de Inactivação de Explosivos e Segurança em Subsolo não trabalha só com explosivos. Os 90 elementos vistoriam o que for necessário, mesmo subterrâneos.
CÃES
60 binómios homem-cão, integram o Grupo Operacional Cinotécnico. Busca de droga, armas, explosivos, salvamento e ordem pública são as missões
NEGOCIADORES
Com a criação da Unidade Especial de Polícia, a equipa de negociadores foi integrada no Grupo de Operações Especiais. Resolvem impasses pela negociação.
CORPO DE INTERVENÇÃO
São 500 os operacionais do Corpo de Intervenção. A ‘Polícia de Choque’ é chamada para resolver tumultos, e complementa as patrulhas.
É PRECISO QUE O CORPO DE INTERVENÇÃO VÁ PARA BELAS
A operacionalidade da Unidade Especial de Polícia (UEP) é vincada, não só pelo próprio comando da Unidade, mas também pela Direcção Nacional da PSP. No entanto, o comandante da UEP, Intendente Magina da Silva, disse ao CM que falta ainda um aspecto importante para tornar mais eficaz a actuação da UEP. Levar os 500 agentes do Corpo de Intervenção (CI) para a Quinta das Águas Livres, em Belas.
Os 500 operacionais desta subunidade mantêm-se sediados no quartel da Calçada da Ajuda, em Lisboa. Mas espera-se para este ano o início das obras de ampliação das instalações da UEP em Belas, de modo a permitir a mudança do Corpo de Intervenção. "Espero que as obras acabem em Outubro de 2010", concluiu Magina da Silva.
HELICÓPTEROS PERMITEM DESLOCAÇÕES
A prontidão para uma intervenção é todos os dias treinada na Quinta das Águas Livres, em Belas. As cinco subunidades da Unidade Especial de Polícia (UEP) têm de estar aptas a responder a qualquer solicitação, em qualquer ponto do País.
"Para o efeito, contamos com vários destacamentos espalhados pelo País. O Corpo de Intervenção está no Porto e em Faro. Há equipas de segurança pessoal nestas cidades e nas regiões autónomas", explicou ao CM o comandante da UEP, intendente Magina da Silva. No entanto, são frequentes as viagens de operacionais da UEP para outros pontos do País, a partir de Belas – onde estão sediados, por exemplo, os snipers do GOE. Para o efeito, a unidade conta com o apoio de helicópteros pesados da Empresa de Meios Aéreos do Estado. "Quando há necessidade de intervenções noutros pontos do País, é um óptimo meio de deslocação", concluiu Magina da Silva.
"AS CINCO SUBUNIDADES OPERAM HOJE EM SINTONIA" (Magina da Silva, Comandante da UEP)
Correio da Manhã – A UEP já está 100% operacional?
Magina da Silva – As cinco subunidades da Unidade Especial de Polícia operam hoje em total sintonia. Na génese da UEP estiveram o Corpo de Segurança Pessoal, o Corpo de Intervenção e o Grupo de Operações Especiais, e a lei orgânica da PSP permitiu a autonomização do Grupo Operacional Cinotécnico e do Centro de Inactivação de Explosivos e Segurança em Subsolo.
– Como se vincou a vertente operacional da UEP?
– Através de muito treino. Treino constante. Estamos hoje aptos a actuar no continente e regiões autónomas, com equipamento adequado. Só nos falta que o Corpo de Intervenção venha para Belas.
Miguel Curado



Voltar para Forças Policiais de Elite
Utilizador a ver este Fórum: Nenhum utilizador registado e 1 visitante