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Cabo Verde

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Mensagempor André » segunda 22 set, 2008 2:23 pm

Biblioteca inaugura "melhor sala" para conferências com apoio português

A Biblioteca Nacional de Cabo Verde tem a partir de hoje a melhor sala para conferências internacionais da capital do país, totalmente equipada e que teve um apoio de Portugal de 102 mil euros.

A inauguração simbólica da sala foi feita hoje com a presença do ministro da Cultura de Cabo Verde, Manuel Veiga, da embaixadora de Portugal na Cidade da Praia, Graça Guimarães, e do director da biblioteca, Joaquim Morais.

"Para conferências é a melhor sala neste momento", disse Joaquim Morais à Lusa, depois de ter afirmado na pequena cerimónia que o equipamento doado por Portugal foi essencial para equipar um espaço que já na terça-feira acolhe uma conferência internacional de organizações não governamentais.

Do equipamento oferecido por Portugal fazem parte 30 microfones de conferência e 60 mesas polivalentes, que servirão também para fins como a feira do livro (que também é feita com apoio português), tornando a Biblioteca Nacional autónoma.

Portugal ofereceu ainda equipamento para tradução simultânea, com capacidade para 100 pessoas, tendo a biblioteca ficado responsável pela instalação de equipamentos suplementares, como as cabines de tradução.

A cooperação entre Portugal e Cabo Verde no domínio da Cultura "tem sido intensa", ficando a partir de hoje a biblioteca com "um espaço único" da Cidade da Praia, que pode albergar grande número de participantes em conferências mas que pode também receber manifestações culturais e ser rentabilizado para outras iniciativas, disse Graça Guimarães.

E foi um ministro da Cultura satisfeito quem encerrou a cerimónia, lembrando que este ano, a área que tutela já recebeu outros contributos da China (instrumentos musicais) e de Espanha (equipamento para mergulho e pesquisa subaquática).

Também este ano, lembrou Manuel Veiga, a cooperação portuguesa está a financiar a remodelação da réplica da Torre de Belém que foi construída no Mindelo (S. Vicente), o lançamento, provavelmente até final do ano, de um dicionário crioulo-português, e o lançamento, a 25 de Outubro, da "História concisa de Cabo Verde".

Uma obra sobre cartografias antigas também irá ser lançada em breve, igualmente com o apoio da cooperação portuguesa.

Lusa
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Mensagempor André » segunda 22 set, 2008 8:39 pm

PM pede à comunidade internacional que não olhe apenas para PIB do país

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O primeiro-ministro de Cabo Verde, José Maria Neves, pediu hoje para o arquipélago "um apoio continuado por parte da comunidade internacional", apesar dos elevados índices de crescimento do país.

"Que não tenha em conta apenas o critério PIB per capita e que continue a ajudar os nossos esforços nacionais de desenvolvimento, evitando, assim, regressões sócias e económicas e potenciando o cumprimento atempado dos Objectivos do Milénio", disse.

José Maria Neves intervinha, por vídeo-conferência, numa sessão especial sobre Cabo Verde no âmbito da reunião da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (CNUCED), a decorrer em Genebra, Suíça.

José Maria Neves lembrou que Cabo Verde deixou de pertencer à categoria de países menos avançados em Janeiro deste ano, que entrou para a OMC (Organização Mundial do Comércio) também este ano, e que assinou em 2007 um acordo de parceria especial com a União Europeia, sendo hoje um "país confiante" e "de oportunidades".

Ainda assim, "temos plena consciência de Cabo Verde continuar a ser um país extremamente vulnerável, tanto no plano económico e ambiental, como também no plano securitário", alertou.

Como causas estão a seca e a desertificação e a falta de água, que contribuem para "uma estrutural vulnerabilidade económica", a que acresce a necessidade de fazer face "aos problemas decorrentes do narcotráfico na sub-região e da criminalidade transnacional organizada", disse também.

Afirmando que Cabo Verde apoia o processo de reforma das Nações Unidas, José Maria Neves apelou também para que seja dada continuidade aos programas de cooperação de forma a diminuir desigualdades socio-económicas e disparidades geográficas e regionais.

Criada em 1964, a Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento é o principal órgão da Assembleia Geral da ONU na área do comércio e desenvolvimento.

Lusa
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Mensagempor André » quinta 25 set, 2008 2:52 pm

Ilha de S. Vicente com aeroporto internacional no próximo ano

O aeroporto da ilha cabo-verdiana de São Vicente inaugura hoje o novo terminal de passageiros e deverá estar pronto para voos internacionais no primeiro trimestre do próximo ano.

A informação foi avançada pelo presidente da ASA (Aeroportos e Segurança Aeroportuária), Mário Paixão, que explicou que aquela entidade já terminou os trabalhos no aeroporto, estando neste momento a tratar da certificação da infra-estrutura.

"A última intervenção foi o desbaste de alguns obstáculos naturais às operação de aterragem e descolagem nesse aeroporto. Tivemos de fazer o levantamento de novas coordenadas depois destas intervenções, mandar elaborar no estrangeiro cartas de obstáculos. Com esta carta de obstáculos vamos elaborar os procedimentos de aproximação e aterragem e fazer o requerimento de certificação à Agência de Aviação Civil", afirmou.

De acordo com Mário Paixão, são procedimentos exigidos pelas normas nacionais e internacionais que têm que ser cumpridas para garantir as operações em condições de segurança.

"A previsão da ASA é ultimar toda a documentação até o fim do ano, nomeadamente as cartas, o Manual de Operações e os planos de segurança e emergência e fazer o requerimento à AAC. Nós pensamos que no primeiro trimestre de 2009 o aeroporto estará pronto para as operações internacionais", adiantou.

A ASA inaugura hoje o novo terminal de passageiros no aeroporto da segunda ilha mais importante de Cabo Verde, mas que por enquanto irá funcionar apenas para os voos domésticos.

Mário Paixão explicou a necessidade de abrir o terminal para melhorar o serviço prestado ao utentes e também preparar o pessoal para a abertura do aeroporto internacional.

"O terminal já está pronto há já algum tempo e decidimos abri-lo às operações domésticas para facilitar a vida dos passageiros, melhorar o conforto e nível do serviço. Permite ainda que todos os operadores do aeroporto ganhem experiência enquanto decorre o processo de certificação para as operações internacionais e também rentabilizar as instalações que já estão prontas", disse.

Mário Paixão explicou que o novo terminal tem uma área de 11 mil metros quadrados distribuídos em três pisos e com capacidade para processar 500 passageiros por hora.

Aeroportos em Cabo Verde com capacidade para receber voos internacionais são até agora os da ilha do Sal (o primeiro), Santiago e desde o ano passado o da Boa Vista.

Lusa
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Mensagempor André » sexta 26 set, 2008 5:51 pm

Porto do Sal ampliado com empréstimo de 47 milhões de euros do BEI

O Banco Europeu de Investimentos (BEI) emprestou a Cabo Verde 47 milhões de euros para ampliação do porto da Palmeira, na ilha do Sal.

O acordo é assinado hoje na ilha do Sal pela ministra das Finanças do arquipélago, Cristina Duarte, e pelo responsável do BEI para a zona da África Ocidental, Guus Hein.

A ampliação do porto da Palmeira é uma das prioridades do Governo de Cabo Verde, sendo que é por via marítima que chegam nomeadamente os materiais de construção, numa altura em que a ilha do Sal e a vizinha Boa Vista têm um grande aumento de construção de novas unidades hoteleiras.

Além do Sal, o Governo vai remodelar os portos de Vale dos Cavaleiros, na ilha do Fogo, e o de Porto Novo, na ilha de Santo Antão.

Segundo o presidente do Conselho de Administração da ENAPOR, Franklin Spencer, citado pela Inforpress, com o início das obras da primeira fase o porto terá mais 120 metros de cais e uma rampa que permite o transporte horizontal, entre outras melhorias.

Pretende-se, disse, reduzir a fila de espera no porto, já que actualmente a média é dois dias e meio de espera para descarregar no porto da Palmeira.

A fase seguinte do projecto consiste na construção de uma bacia paralela à actual, com um cais de 150 metros e um quebra-mar e infra-estruturas e vias de acesso em terra, num superfície total de nove hectares, a par dos 2,5 hectares já existentes.

Lusa
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Mensagempor André » quarta 01 out, 2008 3:40 pm

Empresários portugueses da metalurgia e electromecânica procuram parceiros no arquipélago

Um grupo de responsáveis de seis empresas ligadas à metalurgia e electromecânica vai estar em Cabo Verde toda a próxima semana, a estabelecer contactos com empresários e instituições para futuros investimentos no arquipélago.

Rui Guimarães, da Associação Nacional das Empresas Metalúrgicas e Electromecânicas, que está em Cabo Verde a preparar a missão portuguesa, disse hoje à Lusa que os seis empresários estarão na Cidade da Praia e no Mindelo, e que pretendem acima de tudo estabelecer parcerias em Cabo Verde.

"O nosso objectivo é a perspectiva de negócios e estabelecer parcerias. Porque o negócio em países como Cabo Verde por vezes é feito uma única vez, pelas dificuldades de manutenção e assistência. E isso as empresas portuguesas não devem permitir", afirmou.

Além do mercado local, os empresários portugueses, acrescentou Rui Guimarães, vêem Cabo Verde como um passo para investimentos nos países da costa ocidental africana.

Na semana que estará em Cabo Verde, o grupo terá encontros com empresas de construção civil, portuárias, armazenistas, empresas de montagem e de electricidade, mas também com instituições como a Cabo Verde Investimentos, a direcção-geral da Indústria e Energia e com as Câmaras de Comércio.

Em Cabo Verde estarão responsáveis da Setronix (antenas), Tec.Container (capitais espanhóis e portugueses, contentores e cargas marítimas), Electro Portugal (eléctrodos e soldadura), Horácio Costa (coberturas, isolamentos, pavimentos), Norfer (estruturas metálicas) e Totalener (maquinaria construção civil, alternadores, compressores).

Segundo Rui Guimarães, a maior parte do sector metalúrgico português está representado em duas associações, sendo uma delas a Associação Nacional das Empresas Metalúrgicas e Electromecânicas, que juntas englobam 4.500 grandes empresas.

O sector, disse, emprega em Portugal cerca de 400 mil pessoas e contribui com 32 por cento do Produto Interno Bruto do país.

Lusa
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Mensagempor André » terça 21 out, 2008 6:37 pm

Crise internacional: Cabo Verde sem problemas mas teme "efeitos perversos" no futuro

Cabo Verde está para já imune à crise internacional mas teme efeitos da mesma no futuro, disse hoje a ministra da Economia do arquipélago, Fátima Fialho.

"A nossa ideia é a de que não há uma crise em Cabo Verde, o que não significa que não haja efeitos perversos", afirmou.
A ministra falava no intervalo de um ciclo de reuniões com associações ligadas ao sector privado cabo-verdiano, destinadas a analisar eventuais implicações na economia de Cabo Verde da crise internacional.

Segundo Fátima Fialho, os representantes ouvidos afirmam que até agora não sentem os efeitos dessa crise mas estão preocupados "com um abrandamento de fluxos turísticos", sendo que o turismo é, a par das remessas dos emigrante, o principal "motor" da economia de Cabo Verde.

Cabo Verde, um país sem recursos, tem uma economia muito "vulnerável e dependente" e as crises internacionais sempre preocupam o arquipélago, sendo necessário que o país se prepare para eventuais constrangimentos.

"Ninguém sabe quando a crise vai terminar nem quão profunda será. Temos é de transformar a crise em oportunidades e aprofundar as reformas" que são necessárias em Cabo Verde, disse a responsável.

Por exemplo, referiu, o aumento da taxa de crescimento do país não se tem reflectido no aumento do emprego, pelo que é preciso tomar medidas nesse sentido.

Fátima Fialho também admitiu que as remessas dos emigrantes venham a baixar, em consequência da crise internacional, mas manifestou-se, ainda assim, optimista quanto à reacção da economia do país.

Cabo Verde tem adoptado medidas para fazer face a eventuais repercussões no arquipélago da crise internacional, como o ajustamento de tarifas aduaneiras, contenção de preços de água e energia ou aumentos das pensões de sobrevivência.

O próprio Orçamento de Estado para o próximo ano foi feito a pensar nessa crise, disse recentemente a ministra das Finanças, Cristina Duarte.

Esta posição tem sido expressa pelas autoridades do país, que garantem que Cabo Verde está preparado para enfrentar a crise financeira. "Numa economia aberta há sempre algum impacto, mas temos conseguido resistir", segundo fonte do executivo.

No entanto a questão da crise financeira internacional tem estado na ordem do dia em Cabo Verde, e embora não seja tema de conversas de café, a imprensa, especialmente a televisão, tem dado algum destaque ao assunto.

Excepcionalmente, a televisão de Cabo Verde tem noticiado, por exemplo, as flutuações na Bolsa de Valores de Lisboa.

As reuniões de responsáveis europeus para fazer face à crise são também noticiadas em Cabo Verde, onde por norma o noticiário internacional é muito pouco desenvolvido e às vezes praticamente inexistente.

Nos últimos semanários que foram publicados, por exemplo, a crise internacional foi objecto de dois artigos de opinião (um em cada um) e os esforços dos governos da União Europeia para fazer face ao problema foram noticiados noutro.

Lusa
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Mensagempor André » sexta 31 out, 2008 12:14 am

Empresas portuguesas constroem primeira linha de alta tensão do arquipélago

Duas empresas portuguesas vão construir a primeira linha eléctrica de alta tensão de Cabo Verde, um projecto orçado em cerca de 40 milhões de euros.

A obra, prevista para arrancar num prazo de seis meses, prevê a construção de uma linha de alta tensão de cerca de 45 quilómetros e das respectivas subestações, segundo o Ministério da Economia de Cabo Verde.

A construção foi adjudicada esta semana às empresas Construção e Manutenção Electromecânica e Efacec Engenharia e engloba-se no projecto cabo-verdiano de Reforço das Capacidades de Produção, Transporte e Distribuição de Electricidade na ilha de Santiago.

O projecto é financiado pelo Estado cabo-verdiano, Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), Banco Japonês para a Cooperação Internacional (JBIC) e Banco de Investimento e Desenvolvimento (BIDC) da CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental).

Segundo o Ministério da Economia de Cabo Verde, trata-se de um projecto estratégico e o maior para o sector da energia alguma vez realizado no país.

O Governo realça que pela primeira vez se constrói uma linha de alta tensão, de 60.000 volts, em Cabo Verde, que vai ligar a central eléctrica de Palmarejo, Cidade da Praia, na ponta sul de Santiago, a Calheta de S. Miguel, 45 quilómetros a norte da ilha.

Com as obras concluídas, Santiago beneficiará de uma central única de energia, redução de custos, mais facilidade de manutenção do parque produtor (porque são eliminadas todas as micro-centrais do interior) e maior facilidade de gestão e manutenção, além da redução dos problemas ambientais, diz também o Governo.

De referir-se que a cooperação energética entre Cabo Verde e Portugal conheceu o seu ponto alto com a entrada de capital e know-how português – as empresas ADP e EDP - na Electra, empresa de distribuição de energia. Em 2006, estas duas empresas portuguesas transferiram para o Estado cabo-verdiano cerca de 18% de acções, permitindo que este passasse a ter a maioria das acções da empresa.

Lusa
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Mensagempor André » segunda 03 nov, 2008 7:37 am

Chineses pretendem investir na Ilha do Sal

Uma delegação de empresários chineses de Sanya visitará o Sal no início de 2009, pela primeira vez, para "estudar as potencialidades turísticas" daquela ilha cabo-verdiana, anunciou hoje à Agência Lusa a vereadora Luceth Santos.

"Eles estão muito interessados em projectos nas áreas do turismo e da formação e ficaram encantados com a nossa cultura", disse Luceth Santos acerca da sua participação na Conferência Internacional das Cidades Geminadas com Sanya, que decorreu no fim-de-semana.

Sanya, que assinou há um ano um acordo de geminação com o Sal, é a mais conhecida estância balnear de Hainan, uma ilha tropical situada no extremo sul da China.

Luceth Santos viajou acompanhada pelo vereador da Juventude e Desporto, Gilson Lima, e a cantora Maria de Barros, que actuou no domingo em Sanya.

"É uma viagem muito cansativa (com escalas em Lisboa, Amesterdão e Hong Kong), mas valeu a pena. O turismo aqui está muito desenvolvido e esta relação com Sanya é benéfica para o Sal e para Cabo Verde", disse Luceth Santos.

Lusa
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Mensagempor comanche » quinta 11 dez, 2008 9:34 pm

Pobreza em Cabo Verde cai 10% em sete anos


A pobreza em Cabo Verde diminuiu cerca de 10% nos últimos sete anos, segundo um inquérito do Instituto Nacional de Estatística conhecido pela sua sigla QUIBB. A redução da pobreza é mais acentuada no meio urbano.
Em termos absolutos, numa população de meio milhão de pessoas, o número de pobres baixou de 163 mil para cerca de 130 mil.

De 2001 a 2007 a pobreza em Cabo Verde decresceu cerca de 10 por cento, caindo de 36,7% para 26,6%.

A Cidade da Praia e a ilha de S.Vicente, os dois maiores centros populacionais do país, são os lugares onde se registou uma redução mais substancial.

No caso da capital, a população pobre caiu de 19% para 12%. Em S.Vicente, a mesma medida caiu de 25 % para 17%.

Sal (4%) e Boa Vista (8%) são as ilhas ou concelhos com menores índices de pobreza. No extremo oposto - isto é, os lugares com os maiores índices de pobreza - encontram-se as ilhas do Fogo e de Santo Antão.

Em termos absolutos, de aproximadamente 163,000 o número de pobres situa-se hoje em torno dos 130,000. Isto num universo de cerca de meio milhão de pessoas que é o número de habitantes residentes em Cabo Verde.

Rural vs Urbano

Noemi Ramos, coordenadora do presente inquérito, salienta que, além de rural, a pobreza em Cabo Verde continua a ter uma maior dimensão entre os agregados chefiados por mulheres.

Também a ministra do Trabalho e Solidariedade, Madalena Neves, já avançou com a primeira leitura politica deste estudo, congratulando-se, como não podia deixar, com os resultados ora apurados.

Apoiado pelo Banco Mundial e outros parceiros externos, Cabo Verde tem vindo a realizar desde os finais dos anos noventa vários programas de luta contra a pobreza.

De uma forma geral, estes são avaliados positivamente pelas referidas instituições que consideram Cabo Verde um modelo de referência.

Mas é de referir também que nem todos acreditam na bondade dos referidos programas de luta contra a pobreza em Cabo Verde.

Aliás, não é de estranhar que sobre números agora apresentados acabem por surgir leituras críticas e menos entusiásticas àquelas já apresentadas

http://www.bbc.co.uk/portugueseafrica/n ... eslc.shtml
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Mensagempor André » sexta 19 dez, 2008 4:43 pm

Cabo Verde e organização norte-americana assinam acordo de 287 milhões euros para criar hospital de referência em África

Cabo Verde e uma organização norte-americana do ramo da medicina assinam hoje um acordo de 400 milhões de dólares (287 milhões de euros) para criar no arquipélago um complexo hospitalar.

O acordo é assinado entre a Cabo Verde Investimentos e a Community Medical Concepts, INC, com sede em Miami.

O acordo prevê, segundo a Cabo Verde Investimentos, a cedência de um terreno de 15 hectares, onde será criado "um complexo hospitalar ao nível dos existentes nos EUA", a ser construído por fases, num período de 10 anos.

A ideia é dotar o país de um "serviço de alto nível" para os cabo-verdianos, mas também para os turistas e para "uma elite, integrada por chefes de Estado e do Governo e altos executivos, de preferência do Médio Oriente, África, Ásia e Austrália".

O projecto chama-se Iniciativa de Cuidados de Saúde (ICS) e o objectivo da empresa investidora é criar em Cabo Verde um "complexo hospitalar de qualidade internacional".

Pretende-se também que o hospital seja reconhecido pela maior agência norte-americana de acreditação de Saúde (The Joint Comission), dotado de cuidados primários de saúde, serviços de urgência e medicina alternativa.

Paralelamente, será criado "um Complexo Universitário, que visa a formação da próxima geração de profissionais de Saúde do continente africano".

Depois, segundo os termos do protocolo, pretende-se desenvolver "o turismo médico, proveniente de mercados como Estados Unidos, Europa, Ásia, Austrália e países do Médio Oriente e de África", transformando Cabo Verde na "principal referência no atendimento de Saúde em África".

A Community Medical Concepts, INC é uma organização não governamental, criada em 2004 e que tem como objectivo assistir entidades públicas e privadas nos domínios da investigação, estabelecimento, gestão e expansão de organizações médicas e hospitalares.

O projecto tem o apoio do Governo de Cabo Verde e de instituições como a Lincoln Corporation Ltd ou a Miami Children´s Hospital, dos Estados Unidos.

O complexo hospitalar será criado nas imediações da Cidade da Praia, capital de Cabo Verde.

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Mensagempor André » segunda 26 jan, 2009 5:02 pm

Cabo Verde negoceia dívida de 3 milhões de euros com o Brasil

Os governos de Cabo Verde e do Brasil iniciaram hoje dois dias de reuniões para discutir a dívida do arquipélago, que é de cerca de quatro milhões de dólares (três milhões de euros) e que o governo da Praia quer ver perdoada.

A dívida remonta a 1983 e decorreu de um empréstimo concedido pelo Banco do Brasil para a modernização das telecomunicações cabo-verdianas.

"O primeiro cenário será um pedido de perdão, mas não havendo esse entendimento iremos para outros cenários", disse hoje a directora-geral do Tesouro do governo de Cabo Verde, Rosa Pinheiro, pouco antes do início das conversações com a equipa brasileira, chefiada pela embaixadora de Brasília na Cidade da Praia, Dulce Barros.

A dívida de Cabo Verde já foi objecto de reuniões entre as duas partes em 1989, 1999 e 2005.

"Por causas várias Cabo Verde não conseguiu cumprir", lamentou Rosa Pinheiro, explicando que o empréstimo foi de três milhões de dólares e que os juros já elevaram a dívida para quatro milhões, porque as taxas de juro no momento do empréstimo eram muito elevadas.

Em 1999 o Brasil, disse também, já tinha perdoado parte desses juros.

No início da reunião Dulce Alves, com responsáveis do Ministério da Fazenda e do Ministério das Relações Exteriores do Brasil que viajaram para a Praia para participar no encontro, não explicou se o Brasil vai ou não perdoar a dívida.

A embaixadora disse que a reunião é uma oportunidade para "debater assuntos fundamentais da agenda bilateral".

"Queremos até final da reunião ter um programa futuro de decisões acordadas bilateralmente", disse Dulce Barros.

José Luís Rocha, director-geral do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Cabo Verde, lembrou que o Presidente do Brasil, em 2004, quando esteve em Cabo Verde, "acolheu favoravelmente a proposta de perdão" da dívida.

"É um dado, não vou dizer que tenha de ser assim mas é um dado", disse.

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Mensagempor Heraklion » domingo 01 fev, 2009 7:11 pm

Estariam bem melhores como portugueses...
Só os apoios da UE chegariam para desenvolver aquilo como deve de ser, e dar finalmente uma vida acritavel aos seus cidadãos.
Pode ser que em breve eles queiram voltar para Portugal :D
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Mensagempor comanche » sexta 06 fev, 2009 12:08 am

Portugal vai reforçar cooperação em tecnologias de informação e energias renováveis


Cidade da Praia, - Tecnologias de informação e energias renováveis são duas áreas em que Portugal vai reforçar significativamente a cooperação com Cabo Verde quando da visita do Primeiro-ministro, José Sócrates, ao arquipélago, em Março.
A informação foi hoje (quinta-feira) deixada pelo secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Portugal, João Gomes Cravinho, no primeiro de dois dias de visita a Cabo Verde para preparar a visita de José Sócrates, a primeira de um Primeiro-ministro português em cinco anos.
São áreas em que queremos aprofundar (a cooperação) de forma substancial e significativa, e estamos a trabalhar para criar as bases para que os primeiros-ministros possam lançar essa nova fase, um novo marco, no relacionamento entre os dois países", disse João Gomes Cravinho após um encontro com o ministro dos Negócios Estrangeiros de Cabo Verde, José Brito.
A visita de José Sócrates, adiantou, "irá permitir lançar um novo conjunto de actividades de cooperação", adiantou João Gomes Cravinho, sem referir projectos concretos.
Quer o ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, na semana passada, quer João Gomes Cravinho, agora, pouco têm adiantado sobre a deslocação de José Sócrates, porque segundo fontes diplomáticas ouvidas pela Lusa as "novidades" serão anunciadas na altura da visita, marcada para Março.
João Gomes Cravinho disse também que discutiu com José Brito a situação na Guiné-Bissau, nomeadamente a necessidade de apoiar o país no âmbito da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), a que Portugal preside agora, e no âmbito da CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental).
Esse apoio, disse o secretário de Estado, será de âmbito financeiro mas também político, no sentido de reforçar "aspectos de alguma fragilidade" nas instituições guineenses.
João Gomes Cravinho encontra-se ainda hoje com o ministro da Administração Interna, Lívio Lopes, e preside à oferta de livros para bibliotecas de Cabo Verde.


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Mensagempor comanche » segunda 16 fev, 2009 10:20 pm

Governo de Cabo Verde busca fontes renováveis para aumentar produção de energia

Quatro parques eólicos, orçados em 50 milhões de euros, serão instalados no país

Praia - O Governo cabo-verdiano, em parceria com InfraCo - fundo criado por cinco países europeus, visando o desenvolvimento de projetos de infra-estruturas na África, pretende aumentar, brevemente, a produção da energia no país, com a instalação de quatro parques eólicos, orçados em cerca de 50 milhões de euros.

Conforme o diretor-geral da Energia, Abraão Lopes, os parques serão instalados nas ilhas de Santiago, São Vicente, Sal e Boa Vista e têm capacidade para 28 Megawatts (MW), em termos de potência instalada.

Segundo informações da Inforpress, desse total, 10 MW serão canalizados para a Praia, oito para Mindelo, seis para Espargos e quatro para Sal Rei, servindo como complemento para a resolução dos problemas energéticos no arquipélago.

“O projecto está sendo desenvolvido na totalidade, pelo Governo e o seu parceiro. Já foi lançado o concurso, e realizados todos os estudos técnicos e de condições preliminares para o seu desenvolvimento.

Neste momento, está-se na fase de contratação para o fornecimento de máquinas e instalação”, disse, Abraão Lopes, revelando que até o momento já receberam quatro propostas de empresas internacionais, concorrentes com as quais Cabo Verde está em negociação.

O diretor-geral da Energia aponta como próximo passo a identificação de um parceiro para gerir o parque, pois, segundo disse, nem o Estado e nem a Electra irão administrar a empresa.

De acordo com Abraão Lopes, o projeto é uma boa aposta no que se refere à energia renovável, pois, vai ajudar o país na diminuição de gastos em combustível. Vai ser poupado o equivalente a 25 ou 28% do total do consumo, no final de cada ano.

“Um megawatts instalado significa um montante de 45 milhões de escudos de combustível por ano. Logo, é só fazer contas e saber o que se vai ganhar em termos de poupança, além de se contribuir para a proteção ambiental, pois, representa cerca de 30 mil toneladas de Dióxido de Carbono (Co2) a menos, em termos de poluição do ambiente, por ano”, explica.

Entretanto, referindo-se ao Centro Regional de Energias Renováveis da África Ocidental, a ser financiado pela Comunidade Económica para Desenvolvimento da África Ocidental (CEDEAO), através de apoios externos, Abraão Lopes defendeu ter sido uma grande aposta de Cabo Verde, que, segundo disse, irá beneficiar politicamente e tecnologicamente.

“Nesse momento vamos entrar na fase de instalação do Centro, visto que este seria o ano da instalação de agência. É uma grande vitória para o arquipélago que irá instalar um Centro de Investigação e desenvolvimento de energias renováveis, para servir toda a região ocidental africana”, concluiu.

Vale lembrar que 2009 vai ser um ano da implementação dos grandes projetos anunciados, no ano anterior, pelo Ministério da Economia. Comentar Enviar por e-mailImprimir Download PDF Enviar por e-mail
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Mensagempor Chicken_Bone » terça 17 fev, 2009 12:19 am

Alguém sabe se os PALOP africanos já adoptaram o Acordo de Lingua Pt? pergunto porque nesta ultima noticia q o comanche pôs acerca dos 4 parques eolicos, faltam consoantes em "director" e "protecçao".
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