Nessa métrica é possível tanta e tanta falcatrua... quem é que em 2025 ainda a usa?!
Quando as estatísticas pós segunda guerra mundial, de instituições como o FMI ou a OCDE começaram a aparecer, rapidamente se percebeu que dividir o PIB (Produto Interno Bruto) pela população, não era uma medida correta do rendimento por cidadão, porque a estrutura de preços variava imenso de um país para o outro.
Em alguns países, bens e serviços essenciais eram muito mais caros ou mais baratos que noutros e os valores não entram em linha de conta com a concentração de riqueza nas mãos de um pequeno número de pessoas.
Isso levou a tentar criar um sistema que entrasse em linha de conta com coisas como a variação dos preços de bens e serviços, numa espécie de cabaz.
Daí surgiu o rendimento per capita, corrigido segundo fatores, que entravam em linha de conta com o poder de compra real em cada país.
Coisas como quantos quilo de batatas, pacotes de manteiga ou garrafas de leite se podem comprar num país.
Com este valor per capita determinado, alguns institutos passaram a publicar o
Produto Interno Bruto segundo o PPP, que é basicamente, qual SERIA a dimensão da economia de cada país, caso os preços fossem iguais em todos eles.
Ou seja: Se os preços de bens e serviços na China, não fossem pagos a preços muito mais baratos que na América, a economia chinesa seria maior que a americana.
O problema, é que é uma simples estatística que não tem nada a ver com a realidade, nomeadamente nas compras militares.
O que conta são os valores a preços de mercado, os Euros, os Dolares ou os Remimbi que cada um tem no bolso ...
Por isso, embora segundo o sistema PPP a Romenia esteja quase a atingir Portugal ($49.994 da Romenia contra $51.257 de Portugal), a preços reais de mercado, a realidade é de $30.947 para Portugal e de $21.570 para a Romenia.